Estava-mos todos ali ... uma galera que eu nunca vi e somente uma pessoa que faz parte da minha vida.
Não sei ao certo se era uma praia, sei que era uma água de muito barro e fazia grandes ondas, a galera estava adorando tudo aquilo e pra mim estava um saco! Ficava ali olhando as bobices daquelas garotas e garotos que eu nunca tinha visto, que coisa mais sem graça! Mas por que eu estaria ali?
Eis uma questão .. não sei.
Fui pra casa de hospedagem, era uma casa bem grande com vários quartos, salas e corredores absurdos. Nem notei a falta da pessoa da minha vida quando sai junto com aquela galera "Feliz". Quando entrei em uma das salas, ali estava ele sentado em uma poltrona fofa com sua estampa antiga e rica..
- Oi amor! (disse eu já nos meus gestos de comprimentos) estava com saudades!
Fui correspondida por um sorriso discreto..
Fiquei sentada ali conversando por um bom tempo e sabia que tinha algo errado naquela casa, quase ninguém acreditava nisso, ou melhor, só eu acreditava!
Quando de repente vi uma sombra preta passando na minha frente, fiquei assustada na hora mas não levantei do sofá, só disse:
- Tem alguma coisa de errado aqui amor ..
- Fica tranquila, não é nada (disse ele com seu ar de riso folhando uma revista)
Passou-se uns dez minutos e vi aquela sombra preta novamente passando com toda sua calma naquele corredor absurdo e eu já comecei entrar em prantos.
- O que você quer!? (gritava eu desesperada)
Tudo que eu ouvia era uma risada alta e sarcástica! juntamente com uma voz doce do meu lado dizendo pra eu ter calma!
Levantei daquele sofá e sai correndo em um outro corredor que caia direto na entrada da cozinha e o meu pensamento era o mesmo de sempre "Esse lugar não te pertence, o que quer ? sai daqui e chamava o nome de Deus"
Quando entrei na cozinha, parecia que tudo tinha se acalmado que resolvi ferver uma água para fazer um café, no momento em que eu fui guardar a garrafa com o café pronto em cima da mesa, aquela sombra apareceu novamente sentada em uma das cadeiras que faziam parte do jogo de cozinha, mas não se permaneceu sombra, foi se recompondo aos poucos ..
Uma roupa toda preta, um chapéu e uma voz falha:
- Vou levar os quadros .. (dizia ele)
Eu 'lá' sabia que diachos de quadros eram esses! Porque passaria essa informação para mim? Pior! sumiria logo em seguida, deixando a casa toda em paz?
Os quadros que ele se referia, dizia ser valiosos, mas não em real, era como se fosse um laço de aliança.
Nas fisionomias de um homem que eu não conheci em vida, mas que teve sua felicidade até dizer que não dava mais pra lutar, vencendo quase todas as barreiras, tudo acabou.
A pessoa da minha vida veio me abraçar, e eu acordei (...)