Suas lembranças tem uma certa memória sobre seus músculos.
Então você passa um tempo longo o suficiente com alguém e seus corpos memorizam um ao outro, sabe?
O calor das suas costas, o compasso das batidas de seu coração, suas sobrancelhas e a maneira que seus dedos se curvariam em sequência quando eu costumava brincar com sua palma.
Já faz meses desde que eu te vi pela última vez, mas ainda posso ouvir você murmurando meu nome se eu tentar.
As vezes eu durmo com seu moletom porque me lembra que o que nós tínhamos era real.
Já não tem o seu cheiro, mas me conforta saber que, você me amou... Você costumava amar.
Eu não choro mais em meu sono, mas as vezes, eu acordo no meio da madrugada e doí em todo o meu corpo, da mesma maneira que doeu naquela noite em que você disse que não queria me amar mais.
Eu não estou tão triste quanto estava a seis meses atrás, mas eu ainda sinto falta da sua mão correndo pelo meu cabelo.
Aquele leve sorriso que surgia de seus lábios.
A forma que teus olhos se encontrava com os meus transbordando meu coração cuidadosamente com pequenas gotas de você.
Como conseguia tirar meu fôlego com o som da sua voz?
Os teus abraços que me faziam sentir que era você o melhor de mim.
Os beijos doces em meio aos risos.
Eu não conseguia dormir sem sua respiração.
Hoje reconheço você como uma tristeza confortável.
Percebendo que uma parte de você está faltando, mas entendo que nunca mais voltará... E jamais conseguirei esquecer esse amor.
Giovana Guimaro!
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