sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Para quem amou em 2015


Esse ano não foi um ano fácil, eu sei.
Demorou ao mesmo tempo que voou. E já que felicidade é aproveitar onde se está (não vivendo do passado, pensando somente no futuro) você pode se sentir orgulhoso. Amor é entrega e é preciso coragem para abrir mão do medo, quem amou em 2015 pode terminar o ano feliz (eu continuo amando infinitamente).
Mesmo aqueles que amaram por uma hora.
O ano tem mais de 8 mil horas, mas se uma delas foi de amor intenso - Mesmo cego, mesmo burro, mesmo calado - Valeu a pena. Porque amor não depende de tempo para ser eterno.
Também já pode sorrir quem sofreu, sofrer de amor faz de nós mais humanos, menos exigentes com a vida e mais certos de que não importa o que aconteça: Viver, é sobre se permitir arriscar.
Termine o ano leve se você ainda ama. Se amou a mesma pessoa desde janeiro, ou até mais de dois Janeiros, você venceu a pior das armadilhas da rotina: Fazer que o amor não se torne banal.
Exercitar o amor é amar sem medidas.
Ter amado mais a si mesmo também é motivo de festa. O convívio mais difícil é o único que não podemos evitar. Famílias se desentendem, amizades se diluem, pessoas simplesmente tomam a decisão de ir embora. Mas olhar no espelho é todo dia. Se você conseguir encarar seus próprios olhos, sentir verdade no que viu e ter a sensação de estar mais perto de você do que no último Réveillon, comemore.
Celebre o amor que sentiu pelos amigos. Todas as vezes que se apaixonou pela personalidade de alguém que jamais imaginou gostar, as gargalhadas que dividiu com desconhecidos, os carinhos que recebeu depois da saudade quase te afogar. Todo presente que ganhou sem esperar. As conquistas suadas de todos os dias.
Comemore sobretudo se você entendeu que amor não é um relacionamento. É um sentimento que faz tão bem a quem emana quanto a quem recebe. Amor é um jeito de ver a vida que as vezes se confunde com o jeito que vemos alguém. Ainda bem.
             
       Feliz 2016 com muito amor a todos!

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